A história da história
O livro “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” foi escrito por Jorge Amado em 1948, em Paris para se oferecido ao seu filho, João Jorge, quando completou um ano de idade, para este mais tarde o ler.
O texto andou perdido e somente em 1976, João Jorge o reencontrou, dele tomando finalmente conhecimento. Mandou-o então, para um amigo e ilustrador, Carybé, que desenhou as mais belas ilustrações, tão belas que todos as desejavam admirar. Diante disto, Jorge Amado não tinha mais condições para se recusar à publicação do livro. Em 1978, o texto conheceu a sua primeira edição.
Como o próprio escritor diz “ se fosse bulir no texto, agora, teria de reestruturá-lo por completo, fazendo-o perder a sua única qualidade: a de ter sido escrito simplesmente pelo prazer de escrever”.

Realizado por:
Hélder Moreira, Hugo Ribeiro, Mariana Resende, Sara Cunha do 8º C
Carta de Despedida
Meu Querido Gato,
– Tudo o que fiz, foi para agradar os meus pais, e juro-te que estou mais arrependida que nunca !
– Casar com o Rouxinol, nunca foi minha intenção. Tu és a minha vida, és o dono do meu coração. Ficar sem te ver só por um segundo, dá cabo de mim, imaginar-me sem ti a vida inteira é como se morrer por completo por dentro.
– Queria poder estar contigo, e não ter de escrever esta carta pra te dizer o que me vai na alma, mas é impossivel.
– Não me interessa o que os outros dizem, e o que os outros pensam. Interessa-me o que eu penso e o que eu digo.
- Gosto de ti por seres como és !
– Despeço-me com um enorme beijo e que tudo te corra bem na vida.
- Um dia, voltaremos a falar e recordaremos todos os bons momentos que passamos.
A tua andorinha,
Sinhá.
Joana Capela, nº10 8ºC
Após a leitura da fábula “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” de Jorge Amado´, os alunos imaginaram um novo desenlace :
Um novo final
“Qualquer coisa rolou então dos céus sobre a pétala que o gato levava na mão. Sobre o vermelho de sangue da pétala de rosa brilhou a luz da lágrima da Andorinha Sinhá. Iluminou o solitário caminho do Gato Malhado, na noite sem estrelas.” Foi nesse momento de luz que o Gato olhou para trás e deparou-se com o olhar da Andorinha e ouviu uma voz meiga que lhe dizia:
- Para onde vais tu, Gato?
O Gato olhou para todo o lado à procura daquela voz. Passado algum tempo, a voz tornou a dizer:
- Vais até ao fim do mundo? Queres morrer?
- Quem és tu? Onde estás? Aparece, não sejas cobarde! – Diz o Gato.
- Estou cá em cima. Espera aí, vou descer.
A voz desce lentamente enquanto suspira: – Aí! Este corpinho já não é a mesma coisa. Cheguei! Ficaste surpreendido?
O gato admirado diz:
- Tu?!? Por que é que estás aqui? Não devias de estar no casamento?
Mas afinal quem era aquela voz? Eu vou-vos dizer. Era……a coruja.
- Devia! Dizes tu e muito bem. Mas…sinceramente, não concordo com este casamento. Um casamento é a união de dois seres que se amam, não a separação. Vê-se logo que a Andorinha te ama!
- Mas, coruja, um gato jamais se pode casar com uma andorinha. Esta proibição é mais que uma lei. E além disso nenhum dos animais está comigo…
A coruja interrompe:
- E sabes porquê? Por que não estamos contigo? Porque és um gato velho, mal-humorado, muito mau e feio…
- Eu não sou…
- Cala-te, deixa-me acabar, seu mal-educado! Nunca ouviste dizer que quando um burro fala o outro abaixa as orelhas?! És um gato feio e ela, ela é jovem, gentil e bonita. Tu não a mereces. Devias era ter desistido dela! Estás a fazê-la sofrer. A ela e a ti! Mas… tenho de admitir, com este sofrimento estás a crescer interiormente e estás-te a tornar um ser melhor, agora começo a acreditar que aos poucos começas a merecê-la!
- Coruja, obrigada por essas palavras sábias, mas ela agora á casada, acabou!
- Acabou?! Acabou, se quiseres. Agora que mudaste, queres desistir?! Isso é uma ofensa.
- Estás-me a dizer para lutar por ela?
- Calma. Eu estive a pesquisar nas minhas fontes internéticas e descobri uma coisa. Vamos, vamos para um sítio mais seguro.
E foi assim … A coruja levava o gato para o meio da floresta enquanto contava a sua pesquisa. Ela descobriu que existia no meio da floresta uma casinha onde vivia o feiticeiro Buereré, um feiticeiro que fazia tudo, transformava os seres, fazia mudar de atitudes… fazia tudo o que imaginava. O Gato, ao saber disto, pensou logo em transformar-se num melro (um pássaro melhor que um rouxinol e que podia casar com a Andorinha). Era tudo perfeito!
Mas surgiu uma dúvida ao Gato Malhado:
- Coruja, por que é que estás a fazer isto? Porque que me queres ajudar?
A coruja sorri e responde:
- Sabes Gato, já estava à espera que me fizesses essa pergunta. Eu estou-te a ajudar porque vocês amam-se e merecem ser felizes, mais ela que tu, mas mudaste, provaste-me que consegues mudar por amor. Sim, eu sei que um gato NÃO PODE – a coruja acentua este não pode – casar com uma andorinha e para romper esta lei, é preciso uma revolução, era muito bom que acontecesse uma revoluçãozinha mas estes animais do parque não estão preparados para esta revolução. Eles não aceitaram este pedido de casamento, porque têm medo que as relações lá no parque mudem, é o que eu acho. Por isso, a única maneira de viveres para sempre com a andorinha é mudares de forma. Muda-te! Força! Coragem! Estou a rezar por ti. Daqui a uns tempos quero ver a Andorinha a casar com um melro! Ok? Só mais uma coisa, guarda essa rosa, ela vai-te dar força! Tchau!
O Gato com as lágrimas no canto dos olhos responde:
- Muito obrigado, Coruja! Muito obrigado. Tchau! Fica bem.
A Coruja sai, desaparece naquele fundo azul.
O Gato entra na casinha do feiticeiro, ele ouve a sua história do amor proibido e comove-se, dá-lhe uma lista de ingredientes para o Gato procurar e depois trazê-los de novo. Mas não pensem que esses ingredientes eram fáceis, não eram nada fáceis de encontrarem. O Gato passou os dois anos piores da sua vida, pensou muitas vezes em desistir, mas pegava na rosa e lembrava-se das palavras da coruja.
Ao fim de dois anos, o “Melro Malhado” aparece à beira da coruja. Ela muito feliz, diz-lhe para ir ao encontro da Andorinha. A Andorinha mal o vê reconhece-o logo, devido aos olhos (há coisas que nunca mudam!).
A Andorinha divorciou-se do rouxinol, casa com o melro e vivem felizes para sempre.
Mas, nunca se esqueçam que esta história passou-se há muito, muito tempo, onde apenas a imaginação é o limite.
Mariana Resende e Sara Cunha do 8ºC
Apresentação da Manhã…
Aí…que sono! Mas, BOM DIA! Que horas são? AH! Ainda é muito cedo.
Onze?! Isso era se eu fosse rica! Vou mas é pôr-me bonita. Irei vestir o meu vestido de luz branca com salpicos de flores azuis e vermelhas. Ah, que beleza de vestido, fica-me tão bem! Antes de ir para o trabalho, ainda vou visitar o meu amigo Vento, ele conta histórias extraordinárias! Mas antes de abrir a Manhã ainda penso em dormir e sonhar com um marido rico… Depois de ouvir a história comovente do Vento, lá poderei eu DORMIR outra vez.
Parecia que eu estava a acabar de adormecer quando os relógios e os galos me despertaram. Já eram seis da manhã quando me levantei atrasada como sempre, sonolenta e preguiçosa.
Desloquei-me até ao trabalho. Tantas queixas recebidas, o tempo não me dá liberdade! Agora terei de trabalhar até tarde… Adeus!
Sofia Oliveira e Sofia Pais do 8º C
2º Período
A Pérola de John Steinbeck

Para mim, ler esta obra foi como uma chamada de atenção que me fez abrir os olhos para a vida real e perceber que, apesar de isto ser uma história, estas situações de racismo entre as pessoas ainda acontecem e que, também, continuam a existir situações em que as pessoas discriminam as outras pelas suas posses monetárias, em vez de aceitarem um simples obrigado como pagamento, como aconteceu no caso do médico. Afinal, não somos todos iguais,mas todos diferentes?!
Aconselho vivamente a leitura.
Ana Isabel moreira, 8º A
As Minas de Salomão, R. Haggard, trad. Eça de Queirós
A mensagem que esta obra me transmitiu foi a da importância da solidariedade. Se estivermos unidos e nos ajudarmos uns aos outros, podemos conseguir, mesmo aquilo que nos parece impossível, como aconteceu neste romance, em que todos pensavam que era impossível chegar às minas de Salomão e, no entanto, chegaram. E , quando se alcança um objectivo, depois de um longo esforço feito: acreditem, não há prazer maior!
Rita Reis da Silva, 8º C
“As aventuras de Robinson Crusoé” de Daniel Defoe

Robinson Crusoé nasceu na cidade de Iorque no ano de 1632, originário de uma boa família, mas estrangeira no país. Robinson era um jovem marinheiro inglês e decide navegar, sem avisar ninguém. Parte para a aventura com a sua tripulação, num navio. Durante a aventura, uma grande tempestade surge e o navio acaba por naufragar. Toda a tripulação morre, excepto Robinson. Desesperado, o jovem procurou encontrar uma saída, mas só conseguiu encontrar uma ilha, chamada Caribe e aí ficou retido. Lutou pela sobrevivência, produzindo os seus próprios alimentos, plantando cereais, a partir de grãos que tinha no navio naufragado.
Um dia, descobre que não é o único habitante dessa ilha. Havia uma tribo de canibais na ilha e um desses canibais vai-se tornar um seu bom amigo. Crusoé dá-lhe o nome de Sexta- Feira. Muito tempo depois, Crusoé avista um barco no horizonte que o leva de regresso a Inglaterra, mas o apelo da vida selvagem foi mais forte e ele decidiu voltar para a ilha onde ficou vinte e oito anos da sua vida.
Pedro Santos, nº 23, 8ªB
Ficha de Leitura
Os Anos Amargos de Adrian Mole – Sue Townsend

Ficha de Leitura – Os Anos Amargos de Adrian Mole
1. Elementos Paratextuais: Capa e Contracapa
Na Capa podemos encontrar:
- Nome do Autor – Sue Townsend
- Imagem a ilustrar – Neste Caso é o Local de Trabalho de Adrian Mole (Ministério do Ambiente)
- Titulo – Os Anos Amargos de Adrian Mole
-
Editora – Difel
Na Contracapa podemos encontrar:
-
Ilustração – Traseiro Feminino
2. A obra e o autor:
- Nome do autor: Sue Townsend
- Título da obra: Os Anos Amargos de Adrian Mole
- Editor: Difel – Difusão Editoral, LDA Lisboa
- Informações sobre o auto: Sue Townsend nasceu no dia 2 de Abril de 1946 em Leicester é uma romancista e dramaturga inglesa, que ficou mais conhecida por ter escritos os livros de Adrian Mole.
- Outras obras do autor:
- O Diário Secreto de Adrian Mole, aos 13 anos e ¾ – 1982
- Adrian Mole na Crise da Adolescência – 1984
- As Confissões de Adrian Mole & C.a – 1989
- Conventry Reconstruída – 1985
- A Rainha e Eu – 1992
Citações/Excertos que me marcaram ao longo da obra:
-
-
“Não te agradeci como devia ser aquela tarde na Tate. Continuo a pensar nos quadros. Gostei sobretudo dos daquela portuguesa, Paula qualquer coisa.” – Gostei deste excerto da página 183, em que Adrian Mole foi com uma amiga à Tate Modern em Londres, e gostou dos quadros de Paula Rego, escolhi este excerto por fazer uma referência à minha pintora portuguesa favorita, este excerto faz também parte de uma carta enviada a JoJo (amiga referida acima).
Comentário Pessoal:
Eu gostei desta obra, mas não é a minha preferida da colecção. Até porque quando comecei a ler este livro, tinha acabado de ler Adrian Mole na Crise da Adolescência, outro livro da colecção em que a personagem principal (Adrian Mole) tem apenas 16 anos, neste último livro já tem 24 anos, e passar de uma idade para outra, foi uma coisa difícil de me habituar, ao ver as personagens que no livro passado eram estudantes de liceu, agora com empregos algumas (personagens) já casadas, foi estranho para mim como leitor.
Pedro Azevedo Pereira, nº 22, 8ºB
“Sexta-feira ou a vida selvagem” de Michel Tournier

A obra agradou-me imenso. A mensagem que me transmitiu é a de nunca desesperar, mesmo nas piores situações. Não podemos baixar os braços e temos que seguir em frente, como fez Robinson. Transmitiu-me, também, que o trabalho tem sempre o seu fruto.
João Morgado, 8º C
3º Período
O segredo da plataforma 13